quinta-feira, 20 de outubro de 2011

Sentimentos mais humanos

Olá! Esta é a primeira postagem que faço no blog, o que me deixou ansiosa e em dúvida sobre o que escrever. Pensei em falar das nossas visitas, dos sorrisos que vemos nos rostos das crianças com as quais trabalhamos, a sempre tão agradável recepção que a escola nos dá, o olhar encantado da professora ao ver seus pupilos aprendendo algo novo e ao qual provavelmente jamais teriam acesso... Pensei em escrever sobre as horas que passamos quebrando a cabeça tentando elaborar atividades bacanas e criativas, sobre o clima tão feliz e expectante que acontece na van da UFAL quando estamos indo pra escola... Pensei até em falar das vezes que quase me perdi no “Biu”. Porém, depois de pensar em todas essas possibilidades, decidi por escrever sobre algo diferente.

Decidi escrever sobre a minha concepção sobre trabalhos sociais. Acho bonito, justo, humano ajudar ao próximo. Mas odeio como as pessoas geralmente encaram este tipo de trabalho. Parece sempre que quem ajuda é melhor, é superior. E não é assim. Parece também que quem recebe ajuda tem sempre que olhar pra gente com um olhar de gratidão eterna, tem que se colocar a baixo.

Odeio os sentimentos que geralmente permeiam os corações de quem participa de trabalhos como esse, de um lado orgulho, prepotência, satisfação, pena... Do outro, vergonha, humilhação, admiração, gratidão... Odeio o espaço que os trabalhos sociais deixam para que nos olhemos de patamares diferentes. Odeio o olhar de cima pra baixo. Odeio a expressão “Bichinhos!”.

Odeio quando as pessoas vão fazer trabalhamos como este por si mesmos, pra se sentirem melhores com suas consciências, ou simplesmente porque estão recebendo para isto, não que não seja justo receber, mas há de ter amor, doação e escolha. Há de ter AÇÃO.

Um projeto que se chama METAMORFOSE Social... METAMORFOSE... Mudança, modificação, mutação, transformação... Tem que mudar muito mais do que só aqueles que recebem. Tem que mudar principalmente aqueles que dão. Somente livres de concepções preconceituosas e superficiais há de se compreender o verdadeiro sentido: O desejo por transformação. A transformação daquelas crianças, a transformação daquelas escolas, a transformação do futuro... A transformAÇÃO! A Ação pelo outro!

Por Déborah de Moraes
Escola Municipal Elma Marques Curti

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